(*)
Por hora sou assim
em mim um relógio latente, pulsante
daquele antigo, grande
encostado num canto da sala desgastada por lembranças
O tique-taque do relógio bombeia o sangue no meu coração
que corre numa freqüência desigual
Sem fronteira, sem destino
nesse organismo despido
no meu tempo
um retalho de erros e acertos
construído na dimensão do começar
na primeira corda de um relógio antigo.
(*) - Poetisa da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN - SPVA
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